26 novembro, 2020
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Livre tradução e adaptação do artigo original de WNYC Studios escrito por Ellen Frankman e T.J. Raphael.
Fotos: General Motors Design Archive & Special Collections

Nos Estados Unidos do pós-guerra as mulheres já haviam conquistado posições não apenas na indústria como também nas decisões de compra da família. Provando também que carro é coisa de mulher.

E foi pensando nisso que o vice presidente de design da General Motors, Harvey J. Earl, criou em 1955 um grupo de designers industriais composto apenaspor mulheres. A ideia era trazer um toque mais feminino aos projetos da marca, o que poderia ser apreciado pelos consumidores.

Seis das integrantes do grupo fotografadas por volta de 1955. Carro é coisa de mulher
Seis das integrantes do grupo fotografadas por volta de 1955. A partir da esquerda: Suzanne Vanderbilt, Ruth Glennie, Marjorie Ford Pohlman, Harley Earl, Jeanette Linder, Sandra Logyear, Peggy Sauer.

O trabalho exigia uma visão mais holística do automóvel, envolvendo reflexões sobre como aqueles modelos poderiam funcionar melhor no dia a dia das pessoas comuns.

Principais projetos

Os interiores então eram redesenhados do zero para acomodar não apenas novidades em termos de cores e tecidos mas também soluções criadas por elas que iam desde porta-trecos para guarda-chuvas e itens de picnic até sofisticadas maçanetas de segurança para crianças que podiam ser controladas no painel do motorista.

O Carrosel era um banco traseiro criado para crianças.
O Carrosel era um banco traseiro criado para crianças que incluía espaço para guarder brinquedos, um jogo de tabuleiro magnético e maçanetas desegurança operadas a partir do painel.
Interior roxo incluindo um compartimento para armazenar guarda-chuvas. Carro é coisa de mulher
Interior roxo incluindo um compartimento para armazenar guarda-chuvas.
Sandra Longyear em seu modelo de exibição Boneville Polaris, para a Pontiac, apresentando um compartimento para picnic.
Sandra Longyear em seu modelo de exibição Boneville Polaris, para a Pontiac, apresentando um compartimento para picnic.
Suzanne Vanderbilt apresenta um telefone automotivo e bloco de notas embutido em seu Cadillac Eldorado Seville de exibição. Carro é coisa de mulher
Suzanne Vanderbilt apresenta um telefone automotivo e bloco de notas embutido em seu Cadillac Eldorado Seville de exibição.

Embora o apelido do grupo na época – As Donzelas do Design – não agradasse nem um pouco as integrantes da equipe, elas foram decisivas para o a consolidação da GM durante a Era de Ouro da indústria automotiva americana, e mostraram aos executivos que carro é coisa de mulher também.

Feminine Auto Show 

As soluções criadas e apresentadas foram promovidas no Feminine Auto Show de 1958, um evento dedicado aos projetos do grupo que primavam por design refinado, criatividade e extremo bom gosto. São dessa época inovações interessantes como luzes nos espelhos de cortesia e o primeiro cinto de segurança retrátil, itens que permaneceram nos carros da GM por décadas.



Ruth Gleenie em sua Fancy Free Corvette
Pohlman demonstrando um dictaphone no porta-luvas de seu modelo de exibição, o Buick Shalimar.
O Styling Dome da GM preparado para o Feminine Auto Show de 1958.
Feminine Auto Show,1958, Styling Dome da General Motors.

Desfecho do grupo

Infelizmente a história do grupo não terminou de maneira feliz.

Em 1958 Harley Earl se aposentou e seu substituto declarou Beleza publicamente que “Nenhuma mulher vai trabalhar lado a lado com meus designers do sexo masculino”. E então, no início da década de 60, o trabalho delas foi interrompido.

Retrato de uma época em que trabalhos feitos pormulheres passavam abaixo do radar do mercado, seja porque não eram levadas a sérioou porque trabalhavam com seus maridos, ficando sempre à sombra, SuzanneVanderbilt, Ruth Glennie, Marjorie Ford Pohlman, Jeanette Linder, SandraLongyear, Peggy Sauer, Gere Kavanaugh, entre outras, ensinaram que além deterem a mesma capacidade que os homens também mereciam espaço de destaque nomercado de trabalho.

E foi graças à contribuição delas que os Chevrolet, Pontiac, Oldsmobile, Buick e Cadillac do final dos anos 50 são reverenciados até hoje, e provaram ao mundo que carro é coisa de mulher.

Linder carregando um kit de bagagem no porta-malas do Impala Martinique, criação sua para o Feminine Auto Show de 1958. Carro é coisa de mulher
Linder carregando um kit de bagagem no porta-malas do Impala Martinique, criação sua para o Feminine Auto Show de 1958.
Marjoria Ford Pohlman com seu Tampico Buick Special conversível (Cortesia do General Motors Design Archive & Special Collections) Carro é coisa de mulher
Marjorie Ford Pohlman com seu Tampico Buick Special conversível.

Para saber mais leia o artigo completo em:  https://www.wnycstudios.org/podcasts/takeaway/segments/gms-all-female-design-team

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